JUDICIALIZAÇÃO DE POLITICAS PUBLICAS
Resumo
O presente estudo analisa os impactos da judicialização das políticas públicas na governabilidade e nas relações entre os poderes do Estado, buscando compreender seus benefícios, desafios e alternativas de equilíbrio institucional. A pesquisa justifica-se pela crescente atuação do Poder Judiciário em matérias tradicionalmente atribuídas ao Executivo e ao Legislativo, especialmente após a Constituição de 1988, que ampliou o acesso à Justiça e fortaleceu a proteção dos direitos fundamentais. Embora a judicialização contribua para a efetivação de direitos sociais, como saúde e educação, pode comprometer a autonomia dos demais poderes, sobrecarregar o Judiciário e gerar desequilíbrios orçamentários. A metodologia utilizada baseou-se em análise qualitativa de decisões judiciais, revisão bibliográfica e estudo de casos representativos. Os resultados apontam efeitos ambíguos: de um lado, a judicialização assegura direitos e corrige omissões estatais; de outro, pode afetar a governança democrática e a eficiência administrativa. Conclui-se que, embora necessária em diversos contextos, a intervenção judicial nas políticas públicas deve ser pautada por critérios técnicos e dialogada com os demais poderes. Propõe-se, como alternativas, o fortalecimento de mecanismos administrativos e regulatórios, a criação de câmaras técnicas de apoio ao Judiciário e a ampliação da integração institucional, visando decisões mais equilibradas e sustentáveis, que preservem simultaneamente os direitos fundamentais e a ordem democrática
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