QUALIDADE DO COLOSTRO E EFICIÊNCIA DA TRANSFERÊNCIA DE IMUNIDADE PASSIVA EM BEZERRAS DA RAÇA HOLANDESA

Ivana da Rocha, Criciane Silva Barbosa, Vania Spinardi de Lima, Ana Claudia Koki Sampaio Issakowicz

Resumo


O estudo teve como objetivo avaliar a qualidade do colostro e a eficiência dos métodos de colostragem via mamadeira e sonda esofágica na absorção de imunoglobulina G (IgG) por bezerras recém-nascidas da raça Holandesa, 24 horas após a ingestão do colostro. O experimento foi conduzido entre janeiro e agosto de 2025, em Carambeí no PR, com 100 bezerras e colostro de vacas primíparas e multíparas. Foram coletados 50 mL de colostro na primeira ordenha pós-parto e 3 mL de sangue das bezerras por venopunção jugular entre 24 horas após o nascimento. As amostras foram analisadas por refratometria de Brix para determinar os teores de sólidos solúveis e proteínas séricas, com calibração feita por água destilada. Os resultados indicaram colostro de alta qualidade (? 27 °Brix) em ambas as categorias de vacas, evidenciando manejo nutricional uniforme. A média de absorção de IgG foi satisfatória, com valores ? 9,15 % e ? 9,51 % de Brix para bezerras filhas de primíparas e multíparas, respectivamente, demonstrando sucesso na transferência de imunidade passiva. A utilização tanto a mamadeira quanto a sonda esofágica são eficazes quando utilizadas corretamente. A boa qualidade e o fornecimento imediato do colostro foram fatores determinantes para os resultados positivos. Conclui-se que o manejo adequado da colostragem garante eficiente transferência de imunidade passiva, melhorando o desempenho e a saúde neonatal, sendo o refratômetro de Brix uma ferramenta prática e de baixo custo para o monitoramento da qualidade do colostro.

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